terça-feira, 15 de dezembro de 2009

7 de Espadas.

15 de Dezembro de 2009.

Eu nunca tinha reparado que ficava tão triste nos finais de ano até minha mãe comentar quando estávamos falando sobre o fim do nosso namoro. É, é uma verdade. Eu sempre fico triste, com tédio e tudo mais. Os natais e viradas de ano são sempre muito chatos, cheios de bebidas e desejos não realizados. O dia de hoje não poderia ter sido mais final de ano. Acordei sem vontade alguma de viver. Pra quê? E o dia piorou quando eu tive que sair pra fazer umas coisas pra mim e pra minha mãe. Como é ruim ter uma irmã indiscreta que te pergunta sobre os teus Joões. Eu poderia ter ignorado, mas preferi conversar. Eu estava sentindo falta de falar dele. Ontem liguei para o meu ex, não o João, o outro, o que valeu a pena. Ligue pra saber se ele alguma vez havia desejado por mim. Desejado no sentido “pedido”, sabe? Desses que se faz pra um gênio da lâmpada e tal. Ele disse que sim, que havia desejado por mim em algum momento da vida dele. Fico na duvida se isso foi antes, durante ou depois de me conhecer. Mas a resposta que ele me deu já me daria uma alegria bastante duradoura, até. A falsa esperança de que ele era o “O” encheu meu coração e pulmões de um ar frio. Fui dormi até bem. Isso foi ontem a noite. A arvore de natal mais alta brilhava lindamente lá pras bandas da 13. E o que isso tem a ver? Nada! Mas eu gosto da arvore. Provavelmente a única coisa que me faz sorrir no natal. Isso e as roupas. Se sonhei não lembro. Se lembrasse provavelmente diria que foi algo bastante ruim. Acordei pra não querer mais acordar nunca mais. E fui fazer todas aquelas coisas que eu disse que fiz lá em cima. Alana me falou dele e tudo que eu pude fazer foi escutar. Falei de coisas que ela não sabia e ela ficou de boca aberta e eu com o coração dolorido de saudade ou solidão, não sei. Sabe o que o João disse quando eu o perguntei, ainda namorando, se ele alguma vez havia desejado por mim? Nada! Ele desconversou e me chamou de idiota. Coisa que ele sempre fazia quando algo parecia ser importante pra mim e não pra ele. Minha mãe achou uma aliança no chão e me deu. Eu não sei bem se ela meu deu ou fui eu que tomei posse. Sempre sonhei em casar, em ser de alguém ou coisa do tipo. Fizemos compras, eu e minha mãe. Foi divertido. Um headphone, um cinto, 3 camisas e... Acho que só isso se não me engano. Pagamento pelas coisas que to fazendo pra ela ou presente de natal. Eu não quero saber. Tenho medo que a resposta signifique alguma coisa pra mim. Ainda recebi mais dinheiro do trabalho que fiz no final de semana. E nem te conto, mas tinha um carinha que ficava me olhando nesse trabalho. E pela primeira vez na vida, com medo de deixar a oportunidade passar, eu fiz uma coisa. Anotei meu telefone em um pedaço de guardanapo. Ele demorou a ligar, achei que não tava nem ai, mas na noite do outro dia já foi marcando pra me encontrar. Tenso! Não teve nada não, nos vimos, nos falamos de longe e ficou só nisso. E porquê eu to contando isso? Ah, eu sei por que. Dias atrás achei no shopping o que parecia ser o garoto da minha vida, mas não falei com ele por medo, ou vergonha. Nunca mais vou vê-lo e nem um pedaço de guardanapo com meu numero ele tem. Enfim! Fim! Voltei pra casa depois de ter feito que tinha que fazer pra mim e pra minha mãe. Peguei o cachorro pra passear e achei. Eu disse que não ia demorar. Um 7 de Espadas perto de um latão de lixo, desses azuis. Tava meio acabada a carta. Tem um fundo azul. É a 119°. Só pra lembrar, Espadas é um coração negro de cabeça pra baixo com uma estaca enfiada no meio. Acho que 7 de espadas não significa dinheiro, aliança e nem pessoas me desejando. Depois de achar a carta as coisas não mudaram, o dia ainda era um tédio e eu não queria mesmo mais vive-lo. Tinha que fazer umas edições pra minha mãe. Eu fiz. Jessi, amiga, veio me visitar. Tomamos vinho branco pra comemorar nossa tristeza de solteiros. Ela também tinha comprado roupas. Falei com o meu ex, que disse ontem ao telefone que tinha me desejado, no MSN. Perguntei coisas simples pra ver se conseguia alguma resposta que mudasse o finalzinho do meu dia.

Eu – E você e o outro?

Ele – Estamos bem!

Não era a resposta satisfatória que eu esperava, mas que bom que ele esta bem, feliz! Fe-liz! O ar frio que me tomava como esperança se acabou em uma respiração só. Acho que cai na real. Até quando? Sei La. Tendo a edição pronta eu poderia ter ido dormi. Não fui. Mais coisas tinham que acontecer. João! Ele apareceu pra me acusar de uma coisa que eu não tinha feito.

Ele – Você criou uma conta fake no seu MSN pra me sacanear. Nunca esperei isso de você. Blábláblá.

Serio isso? Minutos antes de eu ir dormi? Eu me esforcei. Eu tentei dizer pra ele que eu não tinha feito nada. Eu não fiz. Juro que faria uma conta Fake, mas só se fosse pra saber se ta tudo bem com ele. Eu sinto falta, droga. Eu não iria querer afastá-lo mais de mim. Não mais do que já estamos distantes. Quero esquecer o sentimento amor, lógico, mas queria preservar a amizade. Jamais o sacanearia, não assim. Foi foda! Injusto! To me sentindo um saco de alguma coisa com um montão de agulhas enfiadas. Saco! Eu fico me perguntando se algum dia a verdade vai aparecer. Se o mundo fosse justo. Se o mundo for. Tomara que seja. Espero que seja nessa situação. Não quero que ele venha me pedir desculpas. Depois de tudo que falou ia ficar estranho desculpar, mas... Se algum dia ele souber da verdade, espero saber que ele soube. Só pra poder sorrir quando encontrar com ele e esperar ser sorrido de volta. Espero mesmo que Deus saiba o que faz.

Então é assim? Cartas de Espadas significam dores no meu coração? Muito cedo pra dizer. E os números? Tem algo a ver com intensidade? Juntando as coisas que senti com o ex e com João, talvez desse mesmo um 7. É muito cedo pra dizer. Esperemos amanhã e as próximas cartas. Se tiver alguém querendo me dizer alguma coisa eu vou descobrir o que é. E se forem premunições do que acontecerá, com esses significados, vou poder me preparar pra muita coisa.

Uma coisa é certa. Essa jornada pra desvendar o mistério das cartas serve muito pra me ajudar a desabafar.

Ravi Ayonre.

Arrocha tchê!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

8 De Ouros. - Comentario postado.

11 de dezembro de 2009.
Nesse dia, em outro mês, em algum ano passado, duas torres estavam caindo em algum lugar.
Esse é um comentário postado, não é exatamente um post, são só algumas resoluções importantes.
Faz um mês que conheci e vi João pela primeira vez. Há muito tempo atrás eu estava feliz comemorando 6 meses de namoro e o dia dos namorados, mas os fatos são: Trabalhei hoje, recebi adiantado. Trabalho amanhã e domingo, recebo na hora. Fica, então, claro que a carta 8 de ouros é sinal de dinheiro.
=D
Fiz compras. Estou feliz.
(Isso não é um tweeter, amigão.)
Fim de post.

Ravi aynore.

Arrocha tchê!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

8 De Ouros. - O dia seguinte.

10 de Dezembro de 2009.

Ontem achei uma carta 8 de ouros no chão. Escrevi o acontecera antes e depois de achar a carta. Agora, conto o que aconteceu no dia seguinte, hoje.

Dormi triste acordei triste. Foi um dia de poucas revelações. Poderia ter passado sem que eu o percebesse. Eram quase duas quando eu levantei, não queria viver minha tristeza, por isso não fiz questão de me levantar mais cedo. Almocei, e fiquei na internet alimentando a minha vontade de fazer sexo com alguém legal. A tarde toda foi muito tediosa. Quando me chamaram pra sair eu não pude recusar. Tinha umas amigas que moram longe vagando pelo shopping e outra que precisava de mim por estar muito triste. Tinha coisas pra fazer, fui fazer as coisas que tinha. Baixei a trilha sonora do filme 500 days of Summer e coloquei no MP3 que não é meu. Escutei a trilha no banho, pra saber de valia a pena andar por ai escutando isso. Valia! O banho foi bom, nem me toquei. Quis continuar com minha vontade de fazer sexo. Recebi um e-mail de Seu Andre, possivelmente uma proposta de trabalho. Tentei me vestir bonito e sai. O shopping foi divertido, as meninas são super gente fina. São amigas. Nós rimos, tiramos fotos... Como estou velho, tenho que fazer certo esforço pra parecer bonito nas fotos. Ainda dou pro gasto. Ok! Um João que eu gosto muito ainda me ligou. E isso é importante. Ele não me liga nunca. Posso contar nos dedos as vezes que isso aconteceu. Me chamou pra ir no shopping, passear, conversar. Por mais que eu tenha ficado preocupado eu vou ter que esperar até amanhã pra saber como ele tá. Na casa da amiga triste a gente tentou distrair um a o outro. Ela é nova nisso e eu já tenho a tristeza enraizada no meu peito, segundo a preta velha. Nos demos super bem. Cachorro quente, chicletes, negligencia, CQC, fotos antigas e tudo mais. Meia noite voltei pra casa e estou quase dormindo. Postarei isso um pouco antes de ir dormi. Vou ver pornô antes, ou alguma coisa assim. Amanhã de manhã trabalho. O que me faz pensar: Será o 8 de ouros alguma coisa relacionada a dinheiro, trabalho ou a o João que me ligou hoje?

Aguardamos e conferiremos.

Uma coisa sobre a qual quero falar. A preta velha falou sobre um calor em minhas mãos, ela estava certa. Agora não deixo de sentir esse calor. É como seu eu pudesse... sabe? Resolver qualquer coisa com esse calor. Devo achar uma conexão entre o calor e as cartas. Devo!

Bom, eu já estou indo dormi e nada aconteceu.

Nada sempre acontece o tempo todo.


Proximo post só quando achar outra carta. ;)

Ravi Aynore.

Arrocha tchê!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

8 De Ouros.

9 de Dezembro de 2009.

Eu fui dormi triste, como nos outros dias dessa mesma semana, mas acordei de manhã com o interfone tocando. Não imaginei quem fosse. Atendi indiferente. Mas era João. Meu coração não pulou, mas fiquei feliz de repente. É loucura não é? Você quer esquecer alguém e se ela aparece se sente tão feliz de repente. Ele subiu, ficamos na cama conversando, rindo, nos mordendo, foi tão agradável. Ele não pensou assim. Tinha sido a primeira vez que eu não o tratava com tanto carinho. Saiu daqui, meia hora depois, um pouco estranho. Eu fui até a janela para vê-lo ir embora. Como eu sou patético! Ainda gritei “ei” e mandei “tchau”. Patético! Mais ainda por que passei o resto do dia sorrindo por tê-lo visto. Almocei normal, e sai de carona com mamãe pra fazer um favor para mãe de uma amiga minha. Ela me deu 900 reais na mão e eu nem pensei em fugir. Pra onde iria se o que eu queria mesmo estava aqui. Paguei o que tinha que pagar pra ela e fui até o shopping. Foi bastante divertido. Encontrei umas amigas antigas, amigas de ex-namorado que ainda me faz muita falta, e tinha lá outras meninas também, que eu nunca tinha visto na vida, mas que tive o prazer de conhecer. Fiquei por lá, mais ou menos, uma hora. Nós juntos rimos horrores. Eu estava feliz. Patético! Voltei pra casa correndo, tinha marcado algo grande com o meu pai. Pela primeira vez em quase 15 anos eu iria ao centro espírita com ele. O transporte demorou a chegar, ficamos sentados, lado a lado em um desses canteiros bonitos, cheios de cajueiros. Quis falar pra ele sobre a visita que recebi, mas não falei. Talvez tivesse mudado alguma coisa, nunca vou saber. Estava indo pro centro por causa das minhas tristezas sempre constantes, talvez um pouco de fé e espiritualidade ajudassem em alguma coisa. Assim pensava meu pai e eu, graças ao desespero em que me encontrava. Tudo lá é muito grande e cheio de parafernálias. É assustador no começo e depois só piora. A primeira coisa que fiz foi ir falar com uma preta velha, que o meu pai disse que eu podia fazer qualquer pergunta a ela.
- Eu tenho andado triste, sabe? Fico feliz às vezes, mas triste é o meu normal. Fico pensando, às vezes, se vai ser assim a vida toda.
A preta velha me acolheu como um neto, e eu me senti seguro.
- E de onde vem essa tristeza, meu filho? – Ela perguntou.
- Acho que vem do coração.
Ela disse muita coisa. Muita mesmo! Coisas que espíritos falam, sabe? Que coisas do coração são complicadas, que isso vem de uma coisa mais antiga, que são as energias negativas influenciando. Gostei de ouvir o que ela falou.
- Essa tristeza não é de agora não, vem de antes, bem antes. Uma decepção que você sofreu... – Nunca me revelou o que poderia ser. –... E essa tristeza se enraizou no seu peito, no seu coração. Agora, você não consegue mais viver sem essa tristeza, não sabe como é a vida sem ela.
Preto-velhas sabem das coisas. E por mais patético que fosse ela me disse uma coisa que fez meus olhos brilharem.
- Mas eu vejo o meu filho feliz, eu vejo alguém na vida dele e vejo ele muito feliz.
Será mesmo possível? Felicidade mesmo? Acreditei na preta velha como se fosse a minha avó falando ali. Desde manhã o mundo estava me dando motivos pra achar que eu poderia ser feliz. Eu até cantei e dancei na rua quando estava indo pagar as contas da mãe de uma amiga minha. A preta velha também disse que alma gêmea não escolhe o corpo onde encarna, e que eu não devo me preocupar se encontrar meu amor em um homem ou em uma mulher. Eu banquei o HT desde que desci do carro, não tinha como saber que eu curtia meninos só por olhar. A velha sabia das coisas. Já no fim da conversa ele me disse que eu era especial e que a casa adoraria me ter como um deles, me deu até convite, pois eu era um “Médium de incorporação”. Tenso, né? Também achei. Mas todo aquele papo de ser especial me encheu muito a bola. Perguntei a preta o que as cartas significavam. Ela não soube dizer, mas me deu uma dica: - São seus guias querendo lhe mostrar o caminho, a muito tempo ele querem lhe dizer alguma coisa. – Nunca entendi nada, por isso que a partir de hoje começo a escrever. O resto da noite foi bem chato. Todos os trabalhos e aquela fumaça... Não me senti nada leve, nem relaxado. Devo ter feito alguma coisa errada. Não sei. Na volta pra casa passamos na casa da minha avó pra buscar minha mãe e foi lá que encontrei a carta de hoje. É a n° 118 que eu tenho guardada. Tem muitas outras espalhadas por ai. Um 8 de ouros, em boas condições. O que significa? Achei a carta, comi cachorro-quente, na mesa tinha um menino lindo, amigo do meu primo, vou já fuçar o Orkut dele, e voltei pra casa. Lavei os pratos, minha melhor amiga acabou o namoro, desci com o cachorro falei com João no MSN. Tentei falar com ele, compensar por ter tradado ele com indiferença de manhã, mas dessa vez ele que me tratou mal. Disse que não fazia questão de me ver... Melhor, disse que não fazia questão se eu gostasse dele ou não. Disse que pra ele não faria diferença alguma. Nesse caso, não vi alternativa se não me afastar, pra que eu possa tentar seguir em frente, mesmo gostando tanto dele. Patético! Fiz o que sempre faço. Nunca cresci mesmo. Exclui os 3 e-mails dele do MSN, assim não sou tentado a falar com ele toda vez que da saudades. Sei que ele não vai falar comigo, não há nada a dizer. E é assim que termina meu dia. Eu indo dormi triste outra vez. E agora, de que adianta ser “Médium de incorporação”?
E o que significa a carta 8 de ouros?
Vou esperar pra ver o que acontece amanhã, se for algo grande, escrevo aqui. Se não, só escreverei quando achar outra carta.
Não precisa ficar assustado. Achar cartas de baralho no chão é tão constante na minha vida quanto a tristeza.

Ravi Aynore.

Arrocha tchê!


Ps: semana passada achei um nove de ouros. Será algum tipo de contagem regressiva?